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Atenção, caro leitor, fiel católico, precisamos indagar-lhe com as seguintes perguntas: você alguma vez já foi acusado de idólatra? Ou viu algum outro católico ser assim acusado? É talvez uma situação que todo, ou quase todo fiel católico, já teve de indesejavelmente passar. Portanto percorreremos aqui um itinerário esclarecedor acerca destas questões, com base nas Sagradas Escrituras, no Catecismo da Igreja Católica e no Código de Direito Canônico. Para isto, é preciso que você, caro leitor, esteja com sua bíblia em mãos. Caso você não tenha os outros livros acima indicados, os elencaremos aqui de forma virtual:

Catecismo da Igreja Católica: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html

Código de Direito Canônico: http://www.vatican.va/archive/cod-iuris-canonici/portuguese/codex-iuris-canonici_po.pdf

A idolatria nas Sagradas escrituras

Geralmente aqueles que acusam os católicos de idolatria por causa da veneração às santas imagens usam de argumentos fundamentados nas Sagradas Escrituras, como o primeiro mandamento da lei de Deus (Êxodo 20, 4-5), ou a passagem do livro do Deuteronômio 4, 15-16. Entretanto, o mesmo Deus Supremo que ordenou a proibição de escultura de imagens, também ordena o contrário, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 2130. O catecismo nos aponta o momento em que Deus diz a Moisés que faça uma serpente de bronze (Números 21, 8) e também apresenta a confecção da arca da aliança e dos querubins de ouro (Êxodo 37, 1-9). Portanto, estaria Deus se contradizendo? A resposta é um óbvio não!

Para entender a não contradição nas Sagradas escrituras é preciso que saibamos, em primeiro lugar, as definições para adoração, veneração e ídolo. A adoração é a prestação do culto de forma exclusiva, excessiva, exagerada (no sentido do mais alto grau). A veneração é uma forma de admirar, respeitar, ou seja, difere consideravelmente da adoração. O ídolo é aquela imagem que representa uma divindade. O ídolo recebe adoração como que a própria divindade.

Sendo assim, fica fácil perceber que nas passagens supramencionadas das Sagradas Escrituras a proibição se dá com relação à construção dos ídolos que tomariam o lugar do Deus de Israel, justamente porque estes seriam adorados pelo povo. As santas imagens na tradição da Igreja Católica não devem ser adoradas e a Igreja sempre assim ensinou aos seus fiéis.

O culto às santas imagens no Catecismo da Igreja Católica e no código de Direito Canônico

No ponto anterior já mostramos um parágrafo do Catecismo da Igreja Católica que fala da questão em evidência, mas não paramos por aqui. O parágrafo 2132 do catecismo explica a diferença entre o culto que se faz a Deus e às santas imagens. Diz o parágrafo:

“O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, a honra prestada a uma imagem remonta ao modelo original e quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada. A honra prestada às santas imagens é uma veneração respeitosa, e não uma adoração, que só a Deus se deve.”

E se conclui o mesmo parágrafo com uma citação da suma teológica de Santo Tomás de Aquino que diz:

“O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem.”

O Código de Direito Canônico obviamente segue a mesma linha de raciocínio. Do cânon 1186 ao 1189 teremos as normas relativas ao culto das santas imagens. Entretanto o cânon que mostra-se central à discussão é o 1188, que diz:

“Mantenha-se a praxe de propor imagens sagradas nas igrejas, para a veneração dos fiéis; entretanto, sejam expostas em número moderado e na devida ordem, a fim de que não se desperte a admiração no povo cristão, nem se dê motivo a uma devoção menos correta.”

Portanto, juntando os dados que aqui levantamos podemos resumir assim: A Deus, e somente a Ele, adoração, a qual chamamos latria. Aos anjos e santos a veneração, a homenagem, a qual chamamos dulia. E de modo especial a santíssima virgem Maria recebe a hiperdulia, que não é adoração, mas é uma veneração maior, podemos dizer.

A Igreja Católica está em plena comunhão com a lei de Deus

Diante do que já dissemos podemos concluir, sem sombra de dúvidas, que a Igreja Católica está, e sempre esteve, em comunhão com a lei de Deus. Isto porque a Igreja é claríssima em seus ensinamentos quando diz aos seus fiéis que devem sim venerar as santas imagens, justamente porque elas não são ídolos, não servem para tomar o lugar de Deus, mas a lembrança do exemplo de vida cristã das pessoas que elas representam é que deve ser o ponto principal da nossa veneração.

Ao olhar uma imagem da Santíssima Virgem Maria o fiel católico deve venerá-la pensando naquela que foi escolhida por Deus para ser a mãe do salvador, no seu exemplo de amor a Jesus Cristo e na sua doação no plano salvífico de Deus. A veneração deve levar o fiel católico à vivência das virtudes daquele santo, ou seja, o ato de venerar as santas imagens é mais uma forma de viver bem a vocação à santidade.

Portanto, os católicos adoram imagens? NÃO! E a resposta ganha forma robusta e justa quando nos aprofundamos nas Sagradas Escrituras, no Catecismo da Igreja Católica e no Código de Direito Canônico, como aqui fizemos, ou em outros inúmeros textos presentes nestes três pilares que usamos. Atenção, fiel católico! Conheça bem sua fé para defendê-la bem

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