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O SILÊNCIO, ENCONTRO COM A BELEZA DE DEUS

Certa vez, ouvi alguém me dizer que encontramos o Deus que é Filho através do louvor, do clamor. Mas o Deus Pai, encontraríamos pelo silêncio. Observando este silêncio, como a música expressa a beleza e voz de um Deus que é Pai? Na música, o silêncio tem papel fundamental. Falando de forma teórica, podemos considerar que o silêncio é interpretado como suspensão dos processos harmônicos, melódicos e rítmicos. Independente de quanto tempo este silêncio dure, ele é fundamental para que a música faça sentido.

Num filme, o silêncio bem usado pode trazer paz, pode nos colocar em estado de alerta. Aos que gostam de filmes de suspense e terror, quantas vezes não nos deparamos com cenas que nos causaram sustos? Estes sustos sempre vêm acompanhados de momentos de silêncio, alguns mais prolongados e outros bem curtos. Ou ainda quando a interrupção brusca de uma música (associada a cenas mais intensas) geram paz, tranquilidade, repouso.

O silêncio é onde encontramos a voz de Deus. Entendendo este silêncio, precisamos compreender que não é um silêncio de suspensão sonora (apesar de muitas vezes se fazer necessário o silêncio externo). É muito mais um silêncio interior para deixar que a alma, apartada de todo barulho, toda dispersão, possa ouvir a voz de Deus, ser seduzida pelo Seu Amor.

Diante deste silêncio que nos faz sermos alcançados pelo amor de Deus, muito santos tiveram sua vida tocada pela arte em suas experiências com Deus que é Pai e que é filho. Santo Agostinho nos mostra o músico e sua arte como organizador da linguagem sonora, escultor de sua imagem sonora interior e, acima de tudo, veículo da voz do silêncio, morador de sua alma.

Este mesmo santo, nos fala desta vida interior mostrando que a beleza expressa por Deus não nos será encontrada no mundo exterior. “Não te dirijas para fora, volta para dentro de ti mesmo, porque no homem interior habita a verdade” (Santo Agostinho, era real. 39,72).

Quanto tempo perdemos na nossa vida, usando de forma errada nossos dons, gastando nosso tempo e esforços para suprir a necessidade de se impor no nosso serviço como ministros de arte? Quantas vezes, mesmo que passageiro, nos deparamos com o sentimento de vaidade, orgulho diante de um serviço elogiado, reconhecido. Existe em nós uma constante luta entre expressar a voz e a beleza de Deus e expressar nossos dons, nossas capacidades. Peçamos a Deus a graça de encontrar no silêncio o sentido da nossa

oferta de vida, dos dons que Deus nos confia, mas que não nos pertencem. Que neste mesmo silêncio possamos ser alcançados pela voz do Amado que deseja purificar nosso sim para esta missão e tocados pela sua misericórdia, desejosos de ofertar tudo para Ele sejamos capazes de expressar a beleza divina através da arte. Que A Virgem do Silêncio nos ensine a calar nosso coração para deixar Deus resplandecer em nós!

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