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A castidade é uma afirmação cheia de alegria de quem sabe viver o dom de si, livre de toda a escravidão egoísta. Isto supõe que a pessoa tenha aprendido a reparar nos outros, a relacionar-se com eles respeitando a sua dignidade na diversidade. A pessoa casta não é centrada em si mesma, nem tem um relacionamento egoísta com as outras pessoas. A castidade torna harmônica a personalidade, a leva ao amadurecimento e enche-a de paz interior. Esta pureza de mente e de corpo ajuda a desenvolver o verdadeiro respeito a si mesmo e ao mesmo tempo torna-se capaz de respeitar os outros, porque faz ver neles pessoas dignas de veneração enquanto estiver à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que «vos chamou das trevas à sua luz admirável» (1 Ped 2, 9).

A castidade supõe uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda paixões e alcança a paz, ou se deixa comandar por elas e torna-se infeliz.

Se requer uma capacidade de domínio de si que é sinal de liberdade interior, de responsabilidade para consigo mesmo e para com os outros e, ao mesmo tempo, testemunham uma consciência de fé; este domínio de si comporta tanto o evitar como ocasiões de provocação e de incentivo ao pecado, como o saber superar os impulsos instintivos da própria natureza.

E uma das grandes dificuldades da castidade, é viver o sexo no seu devido tempo, que é no casamento, e para melhorar nosso entendimento, quero deixar aqui qual o papel do sexo.

– A origem do sexo é Deus, sexo é algo maravilhoso, se não o fosse, não estaríamos aqui.

– Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”. Gênesis 1:27-28

– Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne. Gênesis 2:24

Se ao criar todas as coisas, “Deus viu que tudo era bom” (Gen 1,10), também o sexo, já que foi feito com a bela finalidade de gerar a vida e unir os esposos.

Unitivo e Procriativo

A primeira necessidade é conhecer o sentido da vida sexual no plano de Deus. O sexo tem duas dimensões na vida conjugal: unitiva e procriativa.

A dimensão unitiva significa que o sexo é um meio de unidade do casal. Mais do que nunca é no relacionamento sexual que eles se tornam “uma só carne”. Como foi dito em Gênesis 2:24

E procriativa em Genesis 1:27 como também foi dito acima.

E as duas coisas se complementam, o sexo para o casal é a intensa manifestação do seu amor, é a celebração do amor no nível afetivo e sensitivo.

E só pode no casamento, porque só dentro desta realidade que existe o compromisso de vida para toda a vida, e a responsabilidade de assumir as suas consequências, especialmente os filhos.

Quando digo consequências, é por que se assume o outro por inteiro, com suas qualidades, defeitos, cicatrizes, machucados, traumas, alegrias.

Um presente quando é dado, tem nele duas características essenciais:

– Um presente é para sempre

– É dado completamente

O sexo não pode ser uma expressão genuína se existe uma data de validade no relacionamento, e não é uma doação por completo.

Por isso seja livre, seja casto.

Att.

Guilherme Eduardo 

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